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Ora et Labora

 

AO RITMO DA PALAVRA

I.DOMINGO DE RAMOS

1. Evangelho da Benção dos Ramos
Quando já se aproximavam de Jerusalém, chegaram a Betfagé, junto ao monte das Oliveiras. Jesus enviou dois discípulos, 2 dizendo-lhes: «Ide à aldeia que está em frente de vós e logo encontrareis uma jumenta presa e com ela um jumentinho. Soltai-os e trazei-mos. 3 E, se alguém vos disser alguma coisa, respondereis: 'O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá.'» 4 Isto sucedeu para se cumprir o que fora anunciado pelo profeta: 5 Dizei à filha de Sião: Aí vem o teu Rei, ao teu encontro, manso e montado num jumentinho, filho duma jumenta. 6 Os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes ordenara. 7 Trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram as suas capas sobre eles e Jesus sentou-se em cima. 8 Uma grande multidão estendia as suas capas no caminho; outros cortavam ramos das árvores e espalhavam-nos pelo chão. 9 E todos, quer os que iam à sua frente, quer aqueles que o seguiam, diziam em altos brados: Hossana ao Filho de David! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hossana nas alturas! 10 Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou em alvoroço. «Quem é este?» -perguntavam. 11 E a multidão respondia: «É Jesus, o profeta de Nazaré, da Galileia.»

1ª Leitura: Is 50,4-7
«O Senhor Deus ensinou-me o que devo dizer, para saber dar palavras de alento aos desanimados. Cada manhã desperta os meus ouvidos, para que eu aprenda como os discípulos. 5 O Senhor Deus abriu-me os ouvidos, e eu não resisti, nem recusei. 6 Aos que me batiam apresentei as espáduas, e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto aos que me ultrajavam e cuspiam. 7 Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio; por isso não sentia os ultrajes. Endureci o meu rosto como uma pedra, pois sabia que não ficaria envergonhado.

2ª Leitura: Flip 2, 6-11
6 Ele, que era de condição divina, não se considerou, como numa usurpação, igual a Deus, 7 antes, se esvaziou a si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-se semelhante aos homens e sendo, ao manifestar-se, identificado como homem, 8 rebaixou-se a si mesmo, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. 9 Por isso mesmo é que Deus o elevou acima de tudo e lhe concedeu o nome que está acima de todo o nome, 10 para que, ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho, o dos seres que estão no céu, na terra e debaixo da terra; 11 e toda a língua proclame: "Jesus Cristo é o Senhor!", para glória de Deus Pai.

Evangelho da Paixão: Mt 26,14-27,66
14 Então um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15 e disse-lhes: «Quanto me dareis, se eu vo-lo entregar?» Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata. 16 E, a partir de então, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus. 17 No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-lhe: «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?» 18 Ele respondeu: «Ide à cidade, a casa de um certo homem e dizei-lhe: 'O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; é em tua casa que quero celebrar a Páscoa com os meus discípulos.'» 19 Os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa. 20 Ao cair da tarde, sentou-se à mesa com os Doze. 21 Enquanto comiam, disse: «Em verdade vos digo: Um de vós me há-de entregar.» 22 Profundamente entristecidos, começaram a perguntar-lhe, cada um por sua vez: «Porventura serei eu, Senhor?» 23 Ele respondeu: «O que mete comigo a mão no prato, esse me entregará. 24 O Filho do Homem segue o seu caminho, como está escrito acerca dele; mas ai daquele por quem o Filho do Homem vai ser entregue. Seria melhor para esse homem não ter nascido!» 25 Judas, o traidor, tomou a palavra e perguntou: «Porventura serei eu, Mestre?» «Tu o disseste» -respondeu Jesus. 26 Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, depois de pronunciar a bênção, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: «Tomai, comei: Isto é o meu corpo.» 27 Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lho, dizendo: «Bebei dele todos. 28 Porque este é o meu sangue, sangue da Aliança, que vai ser derramado por muitos, para perdão dos pecados. 29 Eu vos digo: Não beberei mais deste produto da videira, até ao dia em que beber o vinho novo convosco no Reino de meu Pai. 30 Depois de cantarem os salmos, saíram para o Monte das Oliveiras. 31 Jesus disse-lhes, então: «Nesta mesma noite, todos ficareis perturbados por minha causa, porque está escrito: Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho serão dispersas. 32 Mas, depois da minha ressurreição, hei-de preceder-vos na Galileia.» 33 Tomando a palavra, Pedro respondeu-lhe: «Ainda que todos fiquem perturbados por tua causa, eu nunca me perturbarei!» 34 Jesus retorquiu-lhe: «Em verdade te digo: Esta mesma noite, antes de o galo cantar, vais negar-me três vezes.» 35 Pedro disse-lhe: «Mesmo que tenha de morrer contigo, não te negarei!» E todos os discípulos afirmaram o mesmo. 36 Entretanto, Jesus com os seus discípulos chegou a um lugar chamado Getsémani e disse-lhes: «Sentai-vos aqui, enquanto Eu vou além orar.» 37 E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. 38 Disse-lhes, então: «A minha alma está numa tristeza de morte; ficai aqui e vigiai comigo.» 39 E, adiantando-se um pouco mais, caiu com a face por terra, orando e dizendo: «Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. No entanto, não seja como Eu quero, mas como Tu queres.» 40 Voltando para junto dos discípulos, encontrou-os a dormir e disse a Pedro: «Nem sequer pudeste vigiar uma hora comigo! 41 Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é débil.» 42 Afastou-se, pela segunda vez, e foi orar, dizendo: «Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que Eu o beba, faça-se a tua vontade!» 43 Depois voltou e encontrou-os novamente a dormir, pois os seus olhos estavam pesados. 44 Deixou-os e foi orar de novo pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. 45 Reunindo-se finalmente aos discípulos, disse-lhes: «Continuai a dormir e a descansar! Já se aproxima a hora, e o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. 46 Levantai-vos, vamos! Já se aproxima aquele que me vai entregar.» 47 Ainda Ele falava, quando apareceu Judas, um dos Doze, e com ele muita gente, com espadas e varapaus, enviada pelos sumos sacerdotes e pelos anciãos do povo. 48 O traidor tinha-lhes dado este sinal: «Aquele que eu beijar, é esse mesmo: prendei-o.» 49 Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse: «Salve, Mestre!» E beijou-o. 50 Jesus respondeu-lhe: «Amigo, a que vieste?» Então, avançaram, deitaram as mãos a Jesus e prenderam-no. 51 Um dos que estavam com Jesus levou a mão à espada, desembainhou-a e feriu um servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe uma orelha. 52 Jesus disse-lhe: «Mete a tua espada na bainha, pois todos quantos se servirem da espada morrerão à espada. 53 Julgas que não posso recorrer a meu Pai? Ele imediatamente me enviaria mais de doze legiões de anjos! 54 Mas como se cumpririam as Escrituras, segundo as quais assim deve acontecer?» 55 Voltando-se, depois, para a multidão, disse: «Viestes prender-me com espadas e varapaus, como se eu fosse um ladrão! Todos os dias estava sentado no templo a ensinar, e não me prendestes. 56 Mas tudo isto aconteceu, para que se cumprissem as Escrituras dos profetas.» Então, todos os discípulos o abandonaram e fugiram. 57 Os que tinham prendido Jesus conduziram-no à casa do Sumo Sacerdote Caifás, onde os doutores da Lei e os anciãos do povo se tinham reunido. 58 Pedro seguiu-o de longe até ao palácio do Sumo Sacerdote. Aproximando-se, entrou e sentou-se entre os servos, para ver o desfecho de tudo aquilo. 59 Os sumos sacerdotes e todo o Conselho procuravam um depoimento falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte. 60 Mas não o encontraram, embora se tivessem apresentado muitas testemunhas falsas. Apresentaram-se finalmente duas, 61 que declararam: «Este homem disse: 'Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias.'» 62 O Sumo Sacerdote ergueu-se, então, e disse-lhe: «Não respondes nada? Que dizes aos que depõem contra ti?» 63 Mas Jesus continuava calado. O Sumo Sacerdote disse-lhe: «Intimo-te, pelo Deus vivo, que nos digas se és o Messias, o Filho de Deus.» 64 Jesus respondeu-lhe: «Tu o disseste. E Eu digo-vos: Vereis um dia o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.» 65 Então, o Sumo Sacerdote rasgou as vestes, dizendo: «Blasfemou! Que necessidade temos, ainda, de testemunhas? Acabais de ouvir a blasfémia. 66 Que vos parece?» Eles responderam: «É réu de morte.» 67 Depois cuspiam-lhe no rosto e batiam-lhe. Outros esbofeteavam-no, dizendo: 68 «Profetiza, Messias: quem foi que te bateu?» 69 Entretanto, Pedro estava sentado no pátio. Uma criada aproximou-se dele e disse-lhe: «Tu também estavas com Jesus, o Galileu.» 70 Mas ele negou diante de todos, dizendo: «Não sei o que dizes.» 71 Dirigindo-se para a porta, outra criada viu-o e disse aos que ali estavam: «Este também estava com Jesus, o Nazareno.» 72 Ele negou de novo com juramento: «Não conheço esse homem.» 73 Um momento depois, aproximaram-se os que ali estavam e disseram a Pedro: «Com certeza tu és dos seus, pois até a tua maneira de falar te denuncia.» 74 Começou, então, a dizer imprecações e a jurar: «Não conheço esse homem!» No mesmo instante, o galo cantou. 75 E Pedro lembrou-se das palavras de Jesus: «Antes de o galo cantar, me negarás três vezes.» E, saindo para fora, chorou amargamente.
1 De manhã cedo, todos os sumos sacerdotes e anciãos do povo se reuniram em conselho contra Jesus, para o matarem. 2 E, manietando-o, levaram-no ao governador Pilatos. 3 Então Judas, que o entregara, vendo que Ele tinha sido condenado, foi tocado pelo remorso e devolveu as trinta moedas de prata aos sumos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: 4 «Pequei, entregando sangue inocente.» Eles replicaram: «Que nos importa? Isso é lá contigo.» 5 Atirando as moedas para o santuário, ele saiu e foi enforcar-se. 6 Os sumos sacerdotes, apanhando as moedas, disseram: «Não é lícito lançá-las no tesouro, pois são preço de sangue.» 7 Depois de terem deliberado, compraram com elas o «Campo do Oleiro», para servir de cemitério aos estrangeiros. 8 Por tal razão, aquele campo é chamado, até ao dia de hoje, «Campo de Sangue.» 9 Deste modo, cumpriu-se o que fora dito pelo profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço em que foi avaliado aquele que os filhos de Israel avaliaram, e 10 deram-nas pelo campo do oleiro, como o Senhor havia ordenado 11 Jesus foi conduzido à presença do governador, que lhe perguntou: «Tu és o Rei dos Judeus?» Jesus respondeu: «Tu o dizes.» 12 Mas, ao ser acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos, nada respondeu. 13 Pilatos disse-lhe, então: «Não ouves tudo o que dizem contra ti?» 14 Mas Ele não respondeu coisa alguma, de modo que o governador estava muito admirado. 15 Ora, por ocasião da festa, o governador costumava conceder a liberdade a um prisioneiro, à escolha do povo. 16 Nessa altura havia um preso afamado, chamado Barrabás. 17 Pilatos perguntou ao povo, que se encontrava reunido: «Qual quereis que vos solte: Barrabás ou Jesus, chamado Cristo?» 18 Ele sabia que o tinham entregado por inveja. 19 Enquanto estava sentado no tribunal, a mulher mandou-lhe dizer: «Não te intrometas no caso desse justo, porque hoje muito sofri em sonhos por causa dele.» 20 Mas os sumos sacerdotes e os anciãos persuadiram a multidão a pedir Barrabás e exigir a morte de Jesus. 21 Tomando a palavra, o governador inquiriu: «Qual dos dois quereis que vos solte?» Eles responderam: «Barrabás!» 22 Pilatos disse-lhes: «Que hei-de fazer, então, de Jesus chamado Cristo?» Todos responderam: «Seja crucificado!» 23 Pilatos insistiu: «Que mal fez Ele?» Mas eles cada vez gritavam mais: «Seja crucificado!» 24 Pilatos, vendo que nada conseguia e que o tumulto aumentava cada vez mais, mandou vir água e lavou as mãos na presença da multidão, dizendo: «Estou inocente deste sangue. Isso é convosco.» 25 E todo o povo respondeu: «Que o seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos!» 26 Então, soltou-lhes Barrabás. Quanto a Jesus, depois de o mandar açoitar, entregou-o para ser crucificado. 27 Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e reuniram toda a coorte à volta dele. 28 Despiram-no e envolveram-no com um manto escarlate. 29 Tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça, e uma cana na mão direita. Dobrando o joelho diante dele, escarneciam-no, dizendo: «Salve, rei dos Judeus!» 30 E, cuspindo-lhe no rosto, agarravam na cana e batiam-lhe na cabeça. 31 Depois de o terem escarnecido, tiraram-lhe o manto, vestiram-lhe as suas roupas e levaram-no para ser crucificado. 32 À saída, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, e obrigaram-no a levar a cruz de Jesus. 33 Quando chegaram a um lugar chamado Gólgota, isto é, «Lugar do Crânio», 34 deram-lhe a beber vinho misturado com fel; mas Ele, provando-o, não quis beber. 35 Depois de o terem crucificado, repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte. 36 Ficaram ali sentados a guardá-lo. 37 Por cima da sua cabeça, colocaram um escrito, indicando a causa da sua condenação: «Este é Jesus, o Rei dos Judeus.» 38 Com Ele, foram crucificados dois salteadores: um à direita e outro à esquerda. 39 Os que passavam injuriavam-no, meneando a cabeça e 40 dizendo: «Tu, que destruías o templo e o reedificavas em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és Filho de Deus, desce da cruz!» 41 Os sumos sacerdotes com os doutores da Lei e os anciãos também zombavam dele, dizendo: 42 «Salvou os outros e não pode salvar-se a si mesmo! Se é o rei de Israel, desça da cruz, e acreditaremos nele. 43 Confiou em Deus; Ele que o livre agora, se o ama, pois disse: 'Eu sou Filho de Deus!'» 44 Até os salteadores, que estavam com Ele crucificados, o insultavam. 45 Desde o meio-dia até às três horas da tarde, as trevas envol-veram toda a terra. 46 Cerca das três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte: Eli, Eli, lemá sabactháni?, isto é: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? 47 Alguns dos que ali se encontravam, ao ouvi-lo, disseram: «Está a chamar por Elias.» 48 Um deles correu imediatamente, pegou numa esponja, embebeu-a em vinagre e, fixando-a numa cana, dava-lhe de beber. 49 Mas os outros disseram: «Deixa; vejamos se Elias vem salvá-lo.» 50 E Jesus, clamando outra vez com voz forte, expirou. 51 Então, o véu do templo rasgou-se em dois, de alto a baixo. A terra tremeu e as rochas fenderam-se. 52 Abriram-se os túmulos e muitos corpos de santos, que estavam mortos, ressuscitaram; 53 e, saindo dos túmulos depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. 54 O centurião e os que com ele guardavam Jesus, vendo o tremor de terra e o que estava a acontecer, ficaram apavorados e disseram: «Este era verdadeiramente o Filho de Deus!» 55 Estavam ali, a observar de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galileia e o serviram. 56 Entre elas, estavam Maria de Magdala, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. 57 Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que também se tornara discípulo de Jesus. 58 Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos ordenou que lho entregassem. 59 José tomou o corpo, envolveu-o num lençol limpo 60 e depositou-o num túmulo novo, que tinha mandado talhar na rocha. Depois, rolou uma grande pedra contra a porta do túmulo e retirou-se. 61 Maria de Magdala e a outra Maria estavam ali sentadas, em frente do sepulcro. 62 No dia seguinte, que era o dia seguinte ao da Preparação, os sumos sacerdotes e os fariseus reuniram-se com Pilatos 63 e disseram-lhe: «Senhor, lembrámo-nos de que aquele impostor disse, ainda em vida: 'Três dias depois hei-de ressuscitar.' 64 Por isso, ordena que o sepulcro seja guardado até ao terceiro dia, não venham os discípulos roubá-lo e dizer ao povo: 'Ressuscitou dos mortos.' E seria a última impostura pior do que a primeira.» 65 Pilatos respondeu-lhes: «Tendes guardas. Ide e guardai-o como entenderdes.» 66 E eles foram pôr o sepulcro em segurança, selando a pedra e confiando-o à vigilância dos guardas.

II. QUINTA-FEIRA SANTA: LAVA PÉS E CEIA DO SENHOR

1ª Leitura: Ex. 12,1-8.11-14
1 Farás o altar de madeira de acácia, com cinco côvados de comprimento e cinco côvados de largura. O altar será quadrado, e terá três côvados de altura. 2 Nos quatro ângulos, modelarás hastes que formarão uma única peça com o altar e revesti-lo-ás de cobre. 3 Farás para o altar cinzeiros, para recolher as cinzas, pás, bacias e braseiros; todos estes utensílios serão feitos de cobre. 4 Farás também uma grade de cobre, em forma de rede, e adaptarás a esta rede, nos seus quatro cantos, quatro argolas de cobre. 5 Colocá-la-ás, em baixo, sob a cornija do altar, e esta grade erguer-se-á ate ao meio do altar. 6 Farás, para o altar, varais de madeira de acácia, revestidos de cobre. 7 Estes varais, metidos nas argolas, estarão dos dois lados do altar, quando for transportado. 8 O altar será de madeira, oco por dentro, como te mostrei no monte, e assim o executarão. 9 Construirás, a seguir, o átrio do santuário. Do lado sul, o átrio terá cortinas de linho tecido num comprimento de cem côvados, formando um lado. 10 Terá vinte colunas assentes sobre vinte bases de cobre. Os ganchos das colunas e as suas molduras serão de prata. 11 Do lado norte, haverá também cortinas no comprimento de cem côvados, com vinte colunas e as suas vinte bases de cobre; os ganchos e as molduras serão de prata. 12 Do lado ocidental, na largura do átrio, haverá cinquenta côvados de cortinas, com dez colunas munidas de dez bases. 13 Do lado oriental, a largura do átrio será de cinquenta côvados: 14 quinze côvados de cortinas, com três colunas de três bases formarão uma ala.

2ª Leitura: 1Cir 11, 23-26
23 Com efeito, eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão 24 e, depois de dar graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim». 25 Do mesmo modo, depois da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em memória de mim» 26 Porque, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha.

Evangelho: Jo 13, 1-15
1 Antes da festa da Páscoa, Jesus, sabendo bem que tinha chegado a sua hora da passagem deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, levou o seu amor por eles até ao extremo. 2 O diabo já tinha metido no coração de Judas, filho de Simão Iscariote, a decisão de o entregar. 3 Enquanto celebravam a ceia, Jesus, sabendo perfeitamente que o Pai tudo lhe pusera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, 4 levantou-se da mesa, tirou o manto, tomou uma toalha e atou-a à cintura. 5 Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que atara à cintura. 6 Chegou, pois, a Simão Pedro. Este disse-lhe: «Senhor, Tu é que me lavas os pés?» 7 Jesus respondeu-lhe: «O que Eu estou a fazer tu não o entendes por agora, mas hás-de compreendê-lo depois.» 8 Disse-lhe Pedro: «Não! Tu nunca me hás-de lavar os pés!» Replicou-lhe Jesus: «Se Eu não te lavar, nada terás a haver comigo.» 9 Disse-lhe, então, Simão Pedro: «Ó Senhor! Não só os pés, mas também as mãos e a cabeça!» 10 Respondeu-lhe Jesus: «Quem tomou banho não precisa de lavar senão os pés, pois está todo limpo. E vós estais limpos, mas não todos.» 11 Ele bem sabia quem o ia entregar; por isso é que lhe disse: 'Nem todos estais limpos'. 12 Depois de lhes ter lavado os pés e de ter posto o manto, voltou a sentar-se à mesa e disse-lhes: 13 «Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-me 'o Mestre' e 'o Senhor', e dizeis bem, porque o sou. 14 Ora, se Eu, o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós vos deveis lavar os pés uns aos outros. 15 Na verdade, dei-vos exemplo para que, assim como Eu fiz, vós façais também.

 

III. SEXTA FEIRA SANTA: PAIXÃO DE JESUS
1ª Leitura: Is 52,13-53,12
Olhai, o meu servo terá êxito, será muito engrandecido e exaltado. 14 Assim como muitos ficaram espantados diante dele, ao verem o seu rosto desfigurado e o seu aspecto disforme, 15 agora fará com que muitos povos fiquem bem impressionados. Os reis ficarão de boca aberta, ao verem coisas inenarráveis, e ao contemplarem coisas inauditas. 1 Quem acreditou no nosso anúncio? A quem foi revelado o braço do Senhor? 2 O servo cresceu diante do Senhor como um rebento, como raiz em terra árida, sem figura nem beleza. Vimo-lo sem aspecto atraente, 3 desprezado e abandonado pelos homens, como alguém cheio de dores, habituado ao sofrimento, diante do qual se tapa o rosto, menosprezado e desconsiderado. 4 Na verdade, ele tomou sobre si as nossas doenças, carregou as nossas dores. Nós o reputávamos como um leproso, ferido por Deus e humilhado. 5 Mas foi ferido por causa dos nossos crimes, esmagado por causa das nossas iniquidades. O castigo que nos salva caiu sobre ele, fomos curados pelas suas chagas. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas perdidas, cada um seguindo o seu caminho. Mas o Senhor carregou sobre ele todos os nossos crimes. 7 Foi maltratado, mas humilhou-se e não abriu a boca, como um cordeiro que é levado ao matadouro, ou como uma ovelha emudecida nas mãos do tosquiador. 8 Sem defesa, nem justiça, levaram-no à força. Quem é que se preocupou com o seu destino? Foi suprimido da terra dos vivos, mas por causa dos pecados do meu povo é que foi ferido. 9 Foi-lhe dada sepultura entre os ímpios, e uma tumba entre os malfeitores, embora não tenha cometido crime algum, nem praticado qualquer fraude. 10 Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo com sofrimento, para que a sua vida fosse um sacrifício de reparação. Terá uma posteridade duradoura e viverá longos dias, e o desígnio do Senhor realizar-se-á por meio dele. 11 Por causa dos trabalhos da sua vida verá a luz. O meu servo ficará satisfeito com a experiência que teve. Ele, o justo, justificará a muitos, porque carregou com o crime deles. 12 Por isso, ser-lhe-á dada uma multidão como herança, há-de receber muita gente como despojos, porque ele próprio entregou a sua vida à morte, e foi contado entre os pecadores, tomando sobre si os pecados de muitos, e sofreu pelos culpados.

2ª Leitura: Heb 4, 14-16;5,7-9
14 Uma vez que temos um grande Sumo Sacerdote que atravessou os céus, Jesus, o Filho de Deus, conservemos firme a fé que professamos. 15 De facto, não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, pois Ele foi provado em tudo como nós, excepto no pecado. 16 Aproximemo-nos, então, com grande confiança, do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e encontrar graça para uma ajuda oportuna. 7 Nos dias da sua vida terrena, apresentou orações e súplicas àquele que o podia salvar da morte, com grande clamor e lágrimas, e foi atendido por causa da sua piedade. 8 Apesar de ser Filho de Deus, aprendeu a obediência por aquilo que sofreu 9 e, tornado perfeito, tornou-se para todos os que lhe obedecem fonte de salvação eterna.

Evangelho da Paixão de Jesus: Jo 18,1-19-42
1 Tendo dito estas coisas, Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cédron, onde havia um horto, e ali entrou com os seus discípulos. 2 Judas, aquele que ia entregá-lo, conhecia bem o sítio, porque Jesus reunia-se ali frequentemente com os discípulos. 3 Judas, então, guiando o destacamento romano e guardas ao serviço dos sumos sacerdotes e dos fariseus, munidos de lanternas, archotes e armas, entrou lá. 4 Jesus, sabendo tudo o que lhe ia acontecer, adiantou-se e disse-lhes: «Quem buscais?» 5 Responderam-lhe: «Jesus, o Nazareno.» Disse-lhes Ele: «Sou Eu!» E Judas, aquele que o ia entregar, também estava junto deles. 6 Logo que Jesus lhes disse: 'Sou Eu!', recuaram e caíram por terra. 7 E perguntou-lhes segunda vez: «Quem buscais?» Disseram-lhe: «Jesus, o Nazareno!» 8 Jesus replicou-lhes: «Já vos disse que sou Eu. Se é a mim que buscais, então deixai estes ir embora.» 9 Assim se cumpria o que dissera antes: 'Dos que me deste, não perdi nenhum.' 10 Nessa altura, Simão Pedro, que trazia uma espada, desembainhou-a e arremeteu contra um servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O servo chamava-se Malco. 11 Mas Jesus disse a Pedro: «Mete a espada na bainha. Não hei-de beber o cálice de amargura que o Pai me ofereceu?» 12 Então, o destacamento, o comandante e os guardas das autoridades judaicas prenderam Jesus e maniataram-no. 13 E levaram-no primeiro a Anás, porque era sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. 14 Caifás era quem tinha dado aos judeus este conselho: 'Convém que morra um só homem pelo povo'. 15 Entretanto, Simão Pedro e outro discípulo foram seguindo Jesus. Esse outro discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e pôde entrar no seu palácio ao mesmo tempo que Jesus. 16 Mas Pedro ficou à porta, de fora. Saiu, então, o outro discípulo que era conhecido do Sumo Sacerdote, falou com a porteira e levou Pedro para dentro. 17 Disse-lhe a porteira: «Tu não és um dos discípulos desse homem?» Ele respondeu: «Não sou.» 18 Lá dentro estavam os servos e os guardas, de pé, aquecendo-se à volta de um braseiro que tinham acendido, porque fazia frio. Pedro ficou no meio deles, aquecendo-se também. 19 Então, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. 20 Jesus respondeu-lhe: «Eu tenho falado abertamente ao mundo; sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem, e não disse nada em segredo. 21 Porque me interrogas? Interroga os que ouviram o que Eu lhes disse. Eles bem sabem do que Eu lhes falei.» 22 Quando Jesus disse isto, um dos guardas ali presente deu-lhe uma bofetada, dizendo: «É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?» 23 Jesus replicou: «Se falei mal, mostra onde está o mal; mas, se falei bem, por que me bates?» 24 Então, Anás mandou-o manietado ao Sumo Sacerdote Caifás. 25 Entretanto, Simão Pedro estava de pé a aquecer-se. Disseram-lhe, então: «Não és tu também um dos seus discípulos?» Ele negou, dizendo: «Não sou.» 26 Mas um dos servos do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse-lhe: «Não te vi eu no horto com Ele?» 27 Pedro negou Jesus de novo; e nesse instante cantou um galo. 28 De Caifás, levaram Jesus à sede do governador romano. Era de manhã cedo e eles não entraram no edifício para não se contaminarem e poderem celebrar a Páscoa. 29 Pilatos veio ter com eles cá fora e perguntou-lhes: «Que acusações apresentais contra este homem?» 30 Responderam-lhe: «Se Ele não fosse um malfeitor, não to entregaríamos.» 31 Retorquiu-lhes Pilatos: «Tomai-o vós e julgai-o segundo a vossa Lei». «Não nos está permitido dar a morte a ninguém», disseram-lhe os judeus, 32 em cumprimento do que Jesus tinha dito, quando explicou de que espécie de morte havia de morrer. 33 Pilatos entrou de novo no edifício da sede, chamou Jesus e perguntou-lhe: «Tu és rei dos judeus?» 34 Respondeu-lhe Jesus: «Tu perguntas isso por ti mesmo, ou porque outros to disseram de mim?» 35 Pilatos replicou: «Serei eu judeu, porventura? A tua gente e os sumos sacerdotes é que te entregaram a mim! Que fizeste?» 36 Jesus respondeu: «A minha realeza não é deste mundo; se a minha realeza fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que Eu não fosse entregue às autoridades judaicas; portanto, o meu reino não é de cá.» 37 Disse-lhe Pilatos: «Logo, Tu és rei!» Respondeu-lhe Jesus: «É como dizes: Eu sou rei! Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz.» 38 Pilatos replicou-lhe: «Que é a verdade?» Dito isto, foi ter de novo com os judeus e disse-lhes: «Não vejo nele nenhum crime. 39 Mas é costume eu libertar-vos um preso na Páscoa. Quereis que vos solte o rei dos judeus?» 40 Eles puseram-se de novo a gritar, dizendo: «Este não, mas sim Barrabás!» E Barrabás era um salteador. 1 Então, Pilatos mandou levar Jesus e flagelá-lo. 2 Depois, os soldados entrelaçaram uma coroa de espinhos e cravaram-lha na cabeça, e cobriram-no com um manto de púrpura, 3 e, aproximando-se dele, diziam-lhe: «Salve, ó rei dos judeus!» E davam-lhe bofetadas. 4 Pilatos saiu de novo e disse-lhes: «Vou trazê-lo cá fora para saberdes que eu não vejo nele nenhuma causa de condenação.» 5 Então, saiu Jesus com a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Disse-lhes Pilatos: «Eis o Homem!» 6 Assim que viram Jesus, os sumos sacerdotes e os seus servidores gritaram: «Crucifica-o! Crucifica-o!» Disse-lhes Pilatos: «Levai-o vós e crucificai-o. Eu não descubro nele nenhum crime.» 7 Os judeus replicaram-lhe: «Nós temos uma Lei, e segundo essa Lei deve morrer, porque disse ser Filho de Deus.» 8 Quando Pilatos ouviu estas palavras, mais assustado ficou. 9 Voltou a entrar no edifício da sede e perguntou a Jesus: «Donde és Tu?» Mas Jesus não lhe deu resposta. 10 Pilatos disse-lhe, então: «Não me dizes nada? Não sabes que tenho poder de te libertar e o poder de te crucificar?» 11 Respondeu-lhe Jesus: «Não terias nenhum poder sobre mim, se não te fosse dado do Alto. Por isso, quem me entregou a ti tem maior pecado.» 12 A partir daí, Pilatos procurava libertá-lo, mas os judeus clamavam: «Se libertas este homem, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei declara-se contra César.» 13 Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e fê-lo sentar numa tribuna, no lugar chamado Lajedo, ou Gabatá em hebraico. 14 Era a Véspera da Páscoa, por volta do meio-dia. Disse, então, aos judeus: «Aqui está o vosso Rei!» 15 E eles bradaram: «Fora, fora! Crucifica-o!» Diz-lhes Pilatos: «Então, hei-de crucificar o vosso Rei?» Replicaram os sumos sacerdotes: «Não temos outro rei, senão César.» 16 Então, entregou-o para ser crucificado. E eles tomaram conta de Jesus. 17 Jesus, levando a cruz às costas, saiu para o chamado Lugar da Caveira, que em hebraico se diz Gólgota, 18 onde o crucificaram, e com Ele outros dois, um de cada lado, ficando Jesus no meio. 19 Pilatos redigiu um letreiro e mandou pô-lo sobre a cruz. Dizia: «Jesus Nazareno, Rei dos Judeus». 20 Este letreiro foi lido por muitos judeus, porque o lugar onde Jesus tinha sido crucificado era perto da cidade e o letreiro estava escrito em hebraico, em latim e em grego. 21 Então, os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: «Não escrevas 'Rei dos Judeus', mas sim: 'Este homem afirmou: Eu sou Rei dos Judeus.'» 22 Pilatos respondeu: «O que escrevi, escrevi.» 23 Os soldados, depois de terem crucificado Jesus, pegaram na roupa dele e fizeram quatro partes, uma para cada soldado, excepto a túnica. A túnica, toda tecida de uma só peça de alto a baixo, não tinha costuras. 24 Então, os soldados disseram uns aos outros: «Não a rasguemos; tiremo-la à sorte, para ver a quem tocará.» Assim se cumpriu a Escritura, que diz: Repartiram entre eles as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes. E foi isto o que fizeram os soldados. 25 Junto à cruz de Jesus estavam, de pé, sua mãe e a irmã da sua mãe, Maria, a mulher de Clopas, e Maria Madalena. 26 Então, Jesus, ao ver ali ao pé a mãe e o discípulo que Ele amava, disse à mãe: «Mulher, eis o teu filho!» 27 Depois, disse ao discípulo: «Eis a tua mãe!» E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua. 28 Depois disso, Jesus, sabendo que tudo se consumara, para se cumprir totalmente a Escritura, disse: «Tenho sede!» 29 Havia ali uma vasilha cheia de vinagre. Então, ensopando no vinagre uma esponja fixada num ramo de hissopo, chegaram-lha à boca. 30 Quando tomou o vinagre, Jesus disse: «Tudo está consumado.» E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. 31 Como era o dia da Preparação da Páscoa, para evitar que no sábado ficassem os corpos na cruz, porque aquele sábado era um dia muito solene, os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. 32 Os soldados foram e quebraram as pernas ao primeiro e também ao outro que tinha sido crucificado juntamente. 33 Mas, ao chegarem a Jesus, vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas. 34 Porém, um dos soldados abriu-lhe o peito com uma lança e logo brotou sangue e água. 35 Aquele que viu estas coisas é que dá testemunho delas e o seu testemunho é verdadeiro. E ele bem sabe que diz a verdade, para vós crerdes também. 36 É que isto aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: Não se lhe quebrará nenhum osso. 37 E também outro passo da Escritura diz: Hão-de olhar para aquele que trespassaram. 38 Depois disto, José da Arimateia, que era discípulo de Jesus, mas secretamente por medo das autoridades judaicas, pediu a Pilatos que lhe deixasse levar o corpo de Jesus. E Pilatos permitiu-lho. Veio, pois, e retirou o corpo. 39 Nicodemos, aquele que antes tinha ido ter com Jesus de noite, apareceu também trazendo uma mistura de perto de cem libras de mirra e aloés. 40 Tomaram então o corpo de Jesus e envolveram-no em panos de linho com os perfumes, segundo o costume dos judeus. 41 No sítio em que Ele tinha sido crucificado havia um horto e, no horto, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42 Como para os judeus era o dia da Preparação da Páscoa e o túmulo estava perto, foi ali que puseram Jesus.

 

Sábado Santo - Vigília Pascal


1ª Leitura: Gn 1,1-2,2
1 2 a terra era informe e vazia, as trevas cobriam o abismo, e o espírito de Deus movia-se sobre a superfície das águas. 3 Deus disse: «Faça-se a luz.» E a luz foi feita. 4 Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. 5 Deus chamou dia à luz e às trevas, noite. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o primeiro dia. 6 Deus disse: «Haja um firmamento entre as águas, para as manter separadas umas das outras.» E assim aconteceu. 7 Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam sob o firmamento das que estavam por cima do firmamento. 8 Deus chamou céus ao firmamento. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o segundo dia. 9 Deus disse: «Reunam-se as águas que estão debaixo dos céus, num único lugar, a fim de aparecer a terra seca.» E assim aconteceu. 10 Deus chamou terra à parte sólida, e mar, ao conjunto das águas. E Deus viu que isto era bom. 11 Deus disse: «Que a terra produza verdura, erva com semente, árvores frutíferas que dêem fruto sobre a terra, segundo as suas espécies, e contendo semente.» E assim aconteceu. 12 A terra produziu verdura, erva com semente, segundo a sua espécie, e árvores de fruto, segundo as suas espécies, com a respectiva semente. Deus viu que isto era bom. 13 Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o terceiro dia. 14 Deus disse: «Haja luzeiros no firmamento dos céus, para separar o dia da noite e servirem de sinais, determinando as estações, os dias e os anos; 15 servirão, também de luzeiros no firmamento dos céus para iluminarem a Terra.» E assim aconteceu. 16 Deus fez dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia, e o menor para presidir à noite; fez também as estrelas. 17 Deus colocou-os no firmamento dos céus para iluminarem a Terra, 18 para presidirem ao dia e à noite, e para separarem a luz das trevas. E Deus viu que isto era bom. 19 Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quarto dia. 20 Deus disse: «Que as águas sejam povoadas de inúmeros seres vivos, e que por cima da terra voem aves, sob o firmamento dos céus.» 21 Deus criou, segundo as suas espécies, os monstros marinhos e todos os seres vivos que se movem nas águas, e todas as aves aladas, segundo as suas espécies. E Deus viu que isto era bom. 22 Deus abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos e enchei as águas do mar e multipliquem-se as aves sobre a terra.» 23 Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quinto dia. 24 Deus disse: «Que a terra produza seres vivos, segundo as suas espécies, animais domésticos, répteis e animais ferozes, segundo as suas espécies.» E assim aconteceu. 25 Deus fez os animais ferozes, segundo as suas espécies, os animais domésticos, segundo as suas espécies, e todos os répteis da terra, segundo as suas espécies. E Deus viu que isto era bom. 26 Depois, Deus disse: «Façamos o homem à nossa imagem, à nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.» 27 Deus criou o homem à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou varão e fêmea. 28 Abençoando-os, Deus disse-lhes: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se movem na terra.» 29 Deus disse: «Também vos dou todas as ervas com semente que existem à superfície da terra, assim como todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento. 30 E a todos os animais da terra, a todas as aves dos céus e a todos os seres vivos, que sobre a terra existem e se movem, igualmente dou por alimento toda a erva verde que a terra produzir.» E assim aconteceu. 31 Deus, vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa. Assim, surgiu a tarde e, em seguida a manhã: foi o sexto dia. 1 Foram assim terminados os céus e a Terra e todo o seu conjunto. 2 Concluída, no sétimo dia, toda a obra que havia feito, Deus repousou, no sétimo dia, de todo o trabalho por Ele realizado.


2ª Leitura: Ex 14, 15-15,1
1 O Senhor falou a Moisés, dizendo: 2 «Fala aos filhos de Israel para retrocederem e acamparem diante de Pi-Hairot, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Safon, em frente do qual acampareis, junto do mar. 3 E o faraó dirá dos filhos de Israel: 'Andam perdidos na terra. Fechou-se contra eles o deserto'. 4 Eu endurecerei o coração do faraó, e ele persegui-los-á, e Eu serei glorificado por meio do faraó e por meio de todo o seu exército, e os egípcios saberão que Eu sou o Senhor.» Assim fizeram. 5 Foram anunciar ao rei do Egipto que o povo fugira, e o coração do faraó e dos seus servos mudou para com o povo, e disseram: «Que fizemos, pois deixámos partir Israel do nosso serviço?» 6 Ele atrelou o seu carro de guerra e tomou o seu povo consigo. 7 Tomou seiscentos carros de guerra escolhidos e todos os carros de guerra do Egipto com três combatentes em cada um. 8 O Senhor endureceu o coração do faraó, rei do Egipto, e ele perseguiu os filhos de Israel, e os filhos de Israel saíram de mão erguida. 9 Os egípcios perseguiram-nos e alcançaram-nos quando acampavam junto do mar; todos os cavalos e carros de guerra do faraó, os seus cavaleiros e o seu exército estavam junto de Pi-Hairot, diante de Baal-Safon. 10 Quando o faraó se aproximou, os filhos de Israel ergueram os seus olhos, e eis que os egípcios acampavam atrás deles, e os filhos de Israel tiveram muito medo e clamaram ao Senhor. 11 Disseram a Moisés: «Foi por falta de túmulos no Egipto que nos tomaste para morrermos no deserto? O que é isto que nos fizeste, fazendo-nos sair do Egipto? 12 Não foi isto que te falámos no Egipto, quando dizíamos: Deixa-nos! Queremos estar ao serviço do Egipto, porque é melhor para nós servir o Egipto do que morrer no deserto?» 13 Moisés disse ao povo: «Não tenhais medo. Permanecei firmes e vede a salvação que o Senhor fará para vós hoje. Pois vós vistes os egípcios hoje, mas nunca mais os tornareis a ver, para sempre. 14 O Senhor combaterá por vós. E vós ficai quietos!» 15 O Senhor disse a Moisés: «Por que clamas a mim? Fala aos filhos de Israel e manda-os partir. 16 E tu, levanta a tua vara e estende a tua mão sobre o mar e divide-o, e que os filhos de Israel entrem pelo meio do mar, por terra seca. 17 E eis que Eu vou endurecer o coração dos egípcios para que venham atrás deles, e serei glorificado por meio do faraó e de todo o seu exército, dos seus carros de guerra e dos seus cavaleiros, 18 e os egípcios saberão que Eu sou o Senhor, quando for glorificado por meio do faraó, dos seus carros de guerra e dos seus cavaleiros.» 19 O anjo de Deus, que caminhava à frente do acampamento de Israel; levantou-se, partiu e passou a caminhar atrás deles. E a coluna de nuvem levantou-se e partiu de diante deles e colocou-se atrás deles. 20 Veio colocar-se entre o acampamento do Egipto e o acampamento de Israel. E houve nuvens e trevas, e iluminou-se a noite, e não se aproximou um ao outro toda a noite. 21 Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez recuar o mar com um vento forte de oriente toda a noite, e pôs o mar a seco. As águas dividiram-se, 22 e os filhos de Israel entraram pelo meio do mar, em terra seca, e as águas eram para eles um muro à sua direita e à sua esquerda. 23 Os egípcios perseguiram-nos, e todos os cavalos do faraó, os seus carros de guerra e os seus cavaleiros, entraram atrás deles para o meio do mar. 24 E aconteceu que, na vigília da manhã, o Senhor olhou de cima, na coluna de fogo e de nuvem, para o acampamento dos egípcios, e lançou a confusão no acampamento dos egípcios. 25 Ele desviou as rodas dos seus carros de guerra, e eles conduziam com dificuldade. Os egípcios disseram: «Fujamos diante de Israel, porque o Senhor combate por eles contra o Egipto.» 26 O Senhor disse a Moisés: «Estende a tua mão sobre o mar, e que as águas voltem sobre os egípcios, sobre os seus carros de guerra e sobre os seus cavaleiros.» 27 Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o mar voltou ao seu leito normal, ao raiar da manhã, e os egípcios a fugir foram ao seu encontro. E o Senhor desfez-se dos egípcios no meio do mar. 28 As águas voltaram e cobriram os carros de guerra e os cavaleiros; de todo o exército do faraó que entrou atrás deles no mar; não ficou nenhum. 29 Os filhos de Israel caminharam em terra seca, pelo meio do mar, e as águas eram para eles, um muro à sua direita e à sua esquerda. 30 O Senhor salvou, naquele dia, Israel da mão do Egipto, e Israel viu os egípcios mortos à beira do mar. 31 Israel viu a mão grande com que o Senhor actuou contra o Egipto, e o povo temeu o Senhor, e acreditaram no Senhor e em Moisés, seu servo. 1 Então, Moisés cantou, e os filhos de Israel também, este cântico ao Senhor. Eles disseram:«Cantarei ao Senhorque é verdadeiramente grande:cavalo e cavaleirolançou no mar.

3ª Leitura: Is 54,5-14
5 Com efeito, o teu criador é que é o teu esposo, o seu nome é Senhor do universo. O teu redentor é o Santo de Israel, chama-se Deus de toda a terra. 6 O Senhor chamou-te novamente como a uma mulher abandonada e angustiada. Na verdade, como se pode repudiar a esposa da juventude? É o teu Deus quem o diz. 7 Por um curto momento Eu te abandonei, mas, com grande amor, volto a unir-me contigo. 8 Num acesso de ira, e por um instante, escondi de ti a minha face, mas Eu tenho por ti um amor eterno. É o Senhor teu redentor quem o diz. 9 Vou agir como no tempo de Noé: jurei que nunca mais o dilúvio se abateria sobre a terra. Do mesmo modo, juro nunca mais me irritar contra ti, nem te ameaçar. 10 Ainda que os montes sejam abalados e tremam as colinas, o meu amor por ti nunca mais será abalado, e a minha aliança de paz nunca mais vacilará. Quem o diz é o Senhor, que tanto te ama. 11 Infeliz Jerusalém, sacudida pela tempestade, cidade desconsolada! Eu mesmo te vou reconstruir com pedras assentes em jaspe, com alicerces assentes em safira. 12 Farei as tuas ameias de rubis e as tuas portas de esmeraldas. As tuas muralhas serão de pedras preciosas. 13 Todos os teus habitantes serão discípulos do Senhor e gozarão de uma grande paz os teus filhos. 14 Serás fundada sobre a justiça. Viverás longe de qualquer opressão, sem temer nenhum mal; livre de qualquer terror, pois nada te poderá atingir.

4ª Leitura: Ez 36, 16-28
16 Foi-me dirigida a palavra do Senhor nestes termos: 17 «Filho de homem, quando os israelitas habitavam no seu território, mancharam-se com a sua conduta e com os próprios actos; o seu comportamento era, a meus olhos, como a menstruação da mulher. 18 Então, desencadeei o meu furor contra eles, por causa do sangue que haviam derramado no país e dos ídolos com que o profanaram. 19 Dispersei-os entre as nações e distribuí-os pelos países estrangeiros; julguei-os segundo o seu comportamento e os seus actos. 20 Entre os povos por onde se dispersaram, profanaram o meu santo nome, pelo que se dizia deles: 'É o povo do Senhor; saíram do seu país.' 21 Eu então quis salvar a honra do meu santo nome, que os israelitas tinham profanado entre as nações, para onde haviam ido. 22 Por isso, fala à casa de Israel: Assim fala o Senhor Deus: Não é por causa de vós que faço isto, ó casa de Israel, mas por causa do meu santo nome, que vós profanastes entre as nações para onde fostes. 23 Quero santificar o meu santo nome, que vós aviltastes, profanastes entre as nações, para que eles saibam que Eu sou o Senhor -oráculo do Senhor Deus- quando a seus olhos for santificado por vós. 24 Eu vos retirarei de entre as nações, recolher-vos-ei de todos os países e vos reconduzirei à vossa terra. 25 Derramarei sobre vós uma água pura e sereis purificados; Eu vos purificarei de todas as manchas e de todos os pecados. 26 Dar-vos-ei um coração novo e introduzirei em vós um espírito novo: arrancarei do vosso peito o coração de pedra e vos darei um coração de carne. 27 Dentro de vós porei o meu espírito, fazendo com que sigais as minhas leis e obedeçais e pratiqueis os meus preceitos. 28 Habitareis no país que dei a vossos pais; sereis o meu povo e Eu serei o vosso Deus.

5ª Leitura: Rm 6,3-14
3 Ou ignorais que todos nós, que fomos baptizados em Cristo Jesus, fomos baptizados na sua morte? 4 Pelo baptismo fomos, pois, sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova. 5 De facto, se estamos integrados nele por uma morte idêntica à sua, também o estaremos pela sua ressurreição. 6 É isto o que devemos saber: o homem velho que havia em nós foi crucificado com Ele, para que fosse destruído o corpo pertencente ao pecado; e assim não somos mais escravos do pecado. 7 É que quem está morto está justificado do pecado. 8 Mas, se morremos com Cristo, acreditamos que também com Ele viveremos. 9 Sabemos que Cristo, ressuscitado de entre os mortos, já não morrerá; a morte não tem mais domínio sobre Ele. 10 Pois, na morte que teve, morreu para o pecado de uma vez para sempre; e, na vida que tem, vive para Deus. 11 Assim vós também: considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. 12 Portanto, que o pecado não reine mais no vosso corpo mortal, de tal modo que obedeçais às suas paixões. 13 Não entregueis os vossos membros, como armas da injustiça, ao serviço do pecado. Pelo contrário, entregai-vos a Deus, como vivos de entre os mortos, e entregai os vossos membros, como armas da justiça, ao serviço de Deus. 14 Pois o pecado não terá mais domínio sobre vós, uma vez que não estais sob a lei, mas sob a graça.

Evangelho: Mt 28,1-10
Terminado o sábado, ao romper do primeiro dia da semana, Maria de Magdala e a outra Maria foram visitar o sepulcro. 2 Nisto, houve um grande terramoto: o anjo do Senhor, descendo do Céu, aproximou-se e removeu a pedra, sentando-se sobre ela. 3 O seu aspecto era como o de um relâmpago; e a sua túnica, branca como a neve. 4 Os guardas, com medo dele, puseram-se a tremer e ficaram como mortos. 5 Mas o anjo tomou a palavra e disse às mulheres: «Nada temais. Sei que buscais Jesus, o crucificado; 6 não está aqui, pois ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde jazia 7 e ide depressa dizer aos seus discípulos: 'Ele ressuscitou dos mortos e vai à vossa frente para a Galileia. Lá o vereis.' Eis o que tinha para vos dizer.» 8 Afastando-se rapidamente do sepulcro, cheias de temor e de grande alegria, as mulheres correram a dar a notícia aos discípulos. 9 Jesus saiu ao seu encontro e disse-lhes: «Salvé!» Elas aproximaram-se, estreitaram-lhe os pés e prostraram-se diante dele. 10 Jesus disse-lhes: «Não temais. Ide anunciar aos meus irmãos que partam para a Galileia. Lá me verão.»

IV. DOMINGO DE PÁSCOA
1ª Leitura: Act 10, 34.37-43
Então, Pedro tomou a palavra e disse: «Reconheço, na verdade, que Deus não faz acepção de pessoas, 35 mas que, em qualquer povo, quem o teme e põe em prática a justiça, lhe é agradável. 36 Enviou a sua palavra aos filhos de Israel, anunciando-lhes a Boa Nova da paz, por Jesus Cristo, Ele que é o Senhor de todos. 37 Sabeis o que ocorreu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do baptismo que João pregou: 38 como Deus ungiu com o Espírito Santo e com o poder a Jesus de Nazaré, o qual andou de lugar em lugar, fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo Maligno, porque Deus estava com Ele. 39 E nós somos testemunhas do que Ele fez no país dos judeus e em Jerusalém. A Ele, que mataram, suspendendo-o de um madeiro, 40 Deus ressuscitou-o, ao terceiro dia, e permitiu-lhe manifestar-se, 41 não a todo o povo, mas às testemunhas anteriormente designadas por Deus, a nós que comemos e bebemos com Ele, depois da sua ressurreição dos mortos. 42 E mandou-nos pregar ao povo e confirmar que Ele é que foi constituído por Deus Juiz dos vivos e dos mortos. 43 É dele que todos os profetas dão testemunho: Quem acredita nele recebe, pelo seu nome, a remissão dos pecados.»

2ª Leitura: Col 3,1-4
Portanto, já que ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus. 2 Aspirai às coisas do alto e não às coisas da terra. 3 Vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. 4 Quando Cristo, a vossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em glória.

Evangelho: Jo 20, 1-9
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava. 2 Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o querido de Jesus, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o puseram.» 3 Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao túmulo. 4 Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5 Inclinou-se para observar e reparou que os panos de linho estavam espalmados no chão, mas não entrou. 6 Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no túmulo e ficou admirado ao ver os panos de linho espalmados no chão, 7 ao passo que o lenço que tivera em volta da cabeça não estava espalmado no chão juntamente com os panos de linho, mas de outro modo, enrolado noutra posição. 8 Então, entrou também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao túmulo. Viu e começou a crer, 9 pois ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.

Domingo de Ramos - Celebração da Paixão de Jesus. Bênção dos Ramos. Recordamos o gesto de Jesus e de quantos acolheram a entrada triunfal de Jesus em Jerusalem.

Quinta-Feira Santa - Missa Crismal na Sé com bênção dos óleos: Catecúmenos, Crisma e Enfermos. Celebração da Última Ceia de Jesus e Lava-Pés. Mandamento do Amor. Celebração da Adoração a Jesus no Horto.

Sexta-feira Santa - A Igreja celebra a Paixão de Jesus: O processo da Condenação, Via Dolorosa e Calvário. A Crucifixão de Jesus no Monte Calvário. Dia de Jejum e Abstinência. O ofertório deste dia em todo o mundo católico destina-se à conservação dos Lugares Santos. Único dia no ano em que a Igreja não celebra missa.

Sábado Santo - Dia de Grande Silêncio. Jesus no túmulo. A Igreja celebra o triunfo do Redentor sobre a morte nesta noite na Vigília Pascal. Dia próprio de Baptismos. A liturgia desta noite é bela: Bênção do Lume, Círio Pascal, bênção da Água Baptismal/Lustral. Anúncio Pascal da Ressurreição e celebração da Eucaristia.

Domingo de Páscoa/Domingo da Ressurreição: A Igreja alegra-se com o anúncio da Ressurreição. Jesus não está no sepulcro, ressuscitou. Temos fé que ressuscitamos para a vida em Deus. A missa torna viva a nossa fé: «Comer o Pão e bebermos o vinho do Senhor, é anunciar a morte de Jesus e proclamar a Sua Ressurreição!». A procissão do Santíssimo gera alegria e bênção Pascal. ALELUIA! JESUS RESSUSCITOU!

 

VIDA PAROQUIAL

VISITAS DO ESPÍRITO SANTO EM 2014.

27 de Abril: Achada — Tem Festeiro(a)
Pico - Tem Festeiro(a)
Cova e Caminho Chão—Não Tem Festeiro(a)

4 de Maio: Apresentação — Não tem Festeiro(a)
Vale e Barreiro — Tem Festeiro
Pomar da Rocha — Tem Festeiro(a)

11 de Maio: Terça, Moreno e Fajã Flores — Tem Festeiro(a)
Meia Légua — Tem Festeiro(a)

18 de Maio: Fonte Pinheiro Cabouco, Cruz e Caldeira-Não tem
Furna—Tem Festeira
Cruz Banda Além—Tem Festeiro(a)

25 de Maio - Fajã da Urtiga—Não tem Festeiro(a)
Murteira—Não tem Festeiro (a)

1 de Junho: Muro e Moinhos
1º grupo—Tem Festeira.
2º grupo—Não tem Festeiro (a)

8 de Junho dia Pentecostes : Vila - Não tem Festeiro(a)
Lombo Cesteiro - Tem Festeiro(a)
Fajã da Ribeira—Não tem Festeiro(a)

22 de Junho : Espigão—Não tem Festeiro(a)

❷. FLORES precisam-se para enfeitar a nossa igreja: orquídeas e
outras até à 4ª feira Santa de manhã, 16 Abril. A equipa do Sr.
Carlos agradece e nós também. Só assim a igreja pode brilhar!

❸. Encontros Preparação do Crisma: Domingo de Ramos e Domingo 27 de Abril na missa das 10h.

❹. Encontro de Pais: 1ª Comunhão, Profissão de Fé e Crisma após
a missa das 10h, Domingo 27 Abril para preparar estas festas.